Hora da revisão: CESVI Brasil dá orientações a motoristas

As dicas abordam itens que podem ser reavaliados a partir dos 10 mil e 50 mil km


Fazer manutenção veicular não é regra no Brasil, mas é um hábito importante para o motorista rodar com segurança. Muitos condutores têm dúvidas sobre a periodicidade adequada e quais itens precisam ser analisados, avaliados e até substituídos nas oficinas mecânicas. Diante disso, o CESVI elencou algumas peças, as quais os motoristas devem ficar atentos depois de rodar alguns bons quilômetros.

“A revisão tem um papel essencial na vida útil do veículo, na segurança dos passageiros e de todos que estão no trânsito. Além disso, tem o papel de analisar e identificar possíveis degastes em itens do carro e das peças que precisam ser trocadas, garantindo também economia”, comenta Emerson Feliciano, gerente sênior de pesquisa e conteúdo do CESVI Brasil.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a frota brasileira conta com mais de 66 milhões de veículos leves. Entre eles, os veículos que saíram das concessionárias zero quilômetro ou seminovos podem apresentar desgaste ou problemas mecânicos.

Não existe data específica para que a revisão seja realizada. O ideal é utilizar a quilometragem ou o tempo de uso do veículo como medida para realizar esse procedimento. “Nas primeiras revisões ou até mesmo antes de pegar a estrada para qualquer distância, a dica é criar um check list rápido de peças que podem ser verificadas em qualquer oficina mecânica, como filtros de ar, óleo, combustível, pneus, freios e o sistema elétrico, faróis e lâmpadas”, explica Feliciano.

Na média, recomenda-se que a cada 10 mil quilômetros, ou a cada seis meses, o motorista verifique itens relevantes para o funcionamento do veículo, como óleo de motor, filtros (de ar, do ar-condicionado e de combustível), pastilhas, lonas e discos de freio, alinhamento e balanceamento e os limpadores de para-brisas.

A partir dos 50 mil quilômetros, em média, todo carro precisa passar por uma inspeção mais minuciosa, quando se recomenda avaliar, além dos itens presentes na checagem dos 10 mil quilômetros, o óleo do freio, da direção hidráulica e do câmbio (câmbio automático), conjunto de suspensão, correia de acessórios e correia dentada, bicos injetores, velas, cabos e embreagem.

Para os veículos mais antigos e com alta quilometragem, o motorista deve aumentar a periodicidade da revisão e ficar atento ao óleo do motor. “O óleo tem um tempo de vida útil, seja por quilometragem ou validade, geralmente a cada seis meses. Contudo, é indicado que o condutor confirme essa informação no manual do seu carro, porque pode mudar de acordo com a montadora e modelo do veículo”.

 

Sobre o CESVI

Fundado em 1994, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) uma empresa do Grupo Solera, é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à segurança viária, veicular e à disseminação de informação técnica para o setor e a sociedade. Foi o primeiro centro da América Latina e é membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), uma associação internacional de centros de pesquisas de seguros com os mesmos objetivos. Para conhecer as atividades do CESVI, acesse www.cesvibrasil.com.br, e também acompanhe as novidades pelo Twitter, Facebook, e YouTube em:www.twitter.com/cesvibrasil, www.facebook.com/cesvibrasil, www.youtube.com/user/cesvibrasil. Mais informações sobre reparação automotiva também podem ser acessadas no blog: www.clubedasoficinas.com.br

Android Auto ganha novo design e recursos

Google anuncia hoje uma nova interface do Android Auto, que será lançado para todos os carros compatíveis no segundo semestre. A nova interface do Android Auto foi projetada para facilitar a vida na hora de ir para a rua, mostrar informações ainda mais úteis – que o motorista possa enxergar numa olhada rápida – e simplificar tarefas que costumamos fazer enquanto dirigindo. Lançado há cinco anos, para para tornar a experiência atrás do volante mais simples, o Android Auto pode ser usado em mais de 500 modelos de automóveis, de 50 montadoras diferentes.

Veja abaixo todas as novidades:

  • Simplicidade na hora de ir para a rua: Quando você liga o carro, o Android Auto continua tocando a música que você estava ouvindo antes, e abre o aplicativo de navegação que você está habituado a usar. Basta tocar sobre um local sugerido ou dizer “OK Google” para saber como chegar ao destino.
  • Controle dos aplicativos preferidos: A nova barra de navegação mostra instruções a cada curva. Com ela, você pode controlar os apps e o telefone na mesma tela.
  • Mais ações com menos comandos: A nova barra de navegação também permite controlar os aplicativos com apenas um toque, sem complicações. Você pode ver instruções sobre o percurso a cada curva, voltar alguns segundos o podcast que estava ouvindo ou atender o telefone – tudo na mesma tela.
  • Comunicação fácil e segura: O novo centro de notificações mostra chamadas recentes, mensagens e alertas – e você escolhe o momento mais seguro para visualizar, escutar e responder.
  • Cores suaves para os olhos: O design do Android Auto foi aprimorado para se adaptar melhor ao interior de um carro. O tom escuro, com toques coloridos e fontes fáceis de ler, melhora a visibilidade da tela.
  • Tela adequada a mais modelos de carros: Para automóveis com visores grandes, o Android Auto agora aproveita ainda melhor esse espaço e mostrar mais informações: quando fazer a próxima curva, comandos para voltar ou avançar uma música e controle de telefonemas.

Carros seminovos podem ser 15% mais baratos que os 0Km, segundo pesquisa da OLX

A economia é ainda maior na compra de carros de luxo e de entrada

Os seminovos, carros com até dois anos de uso, são uma boa opção para quem quer economizar na hora de comprar um veículo. De acordo com uma pesquisa realizada pela OLX, maior site e aplicativo de compra e venda online do país, a diferença de preço entre um 0Km e um seminovo pode variar entre 10% a 15,4%, a depender da marca, modelo e versão.

O estudo analisou os valores de aproximadamente 750 tipos diferentes de veículos anunciados na OLX no período de 2019, considerando veículos seminovos aqueles com dois a 20 mil km rodados e até um ano e meio de uso, e veículos novos, com 0KM e ano 2019. A maior economia se dá em veículos 0Km avaliados acima de R$ 110 mil. Um seminovo nessa faixa de preço pode ser, em média, 15,4% mais barato.

A segunda maior economia está nos veículos com valores de concessionária até R$ 50 mil. Um seminovo nesta faixa sai por 15% menos e os usuários podem economizar cerca de R$ 7.400.

Em terceiro está a categoria de automóveis com valores entre R$ 50 e R$ 70 mil reais (hoje composta não apenas por sedãs médios, mas também pelas versões mais completas dos “hatchs compactos de luxo” como Novo Polo, Peugeot 208 e Argo), que são 14,8% mais baratos com descontos de até R$ 10.300.

O modelo 0Km do Novo Polo versão Highline 200 TSI, por exemplo, vale na concessionária em torno de R$ 75,8 mil (fonte: Site Volkswagen) e pode ser encontrado como seminovo na OLX, em média, por R$ 68,6 mil – uma economia de mais de R$ 7 mil, que representa cerca de 10% do valor total. No Onix, veículo mais vendido do Brasil em sua Versão LTZ 1.4 Automática, a economia média é de 10,5% se comparado com o modelo 0 Km.

ANÁLISE DE ECONOMIA POR FAIXA DE PREÇO
Média de valores da Amostra Faixa de preço de veículos novos (R$) Economia Média % Potencial de Economia Economia Média (R$)
43.528 0 a 50 mil -15,0% -R$ 7.489 -R$ 6.520
59.812 50 a 70 mil -14,8% -R$ 10.339 -R$ 8.834
78.903 70 a 90 mil -13,2% -R$ 11.851 -R$ 10.390
99.901 90 a 110 mil -14,0% -R$ 15.373 -R$ 13.962
196.901 Maior que 110 mil -15,4% -R$ 153.020 -R$ 30.288

“O mercado de novos está retomando seu crescimento e mesmo assim o de usados continua avançando, inclusive impulsionado por novos modelos de financiamentos. Por mês, são mais de 2 milhões de carros anunciados na OLX, o que faz nossa plataforma ser o melhor caminho para os usuários que querem buscar opções que se adequam ao modelo e condições de pagamento desejados”, afirma Giselle Tachinardi, Diretora de Autos da OLX Brasil.

Além de economizar em valores absolutos, o usuário que opta por comprar um seminovo também evita custos adicionais como emplacamento, documentação, custos operacionais e, em alguns casos, até com IPVA e licenciamento. Ele também pode aproveitar a garantia de fábrica, oferecida por muitas montadoras por até três anos.

A busca por meio da OLX ainda oferece outras vantagens. Quem procura uma boa opção pode pesquisar em diferentes lojas, fazer contato e negociar com vendedores particulares.

A plataforma ainda disponibiliza a consulta online de procedência do veículo – uma parceria com a DEKRA – na qual os interessados por um carro podem verificar, por meio do número da placa, a procedência, a existência de débitos ou restrições, passagem por leilão, documentação e até mesmo a existência de recall no modelo do veículo, além de mais 40 informações importantes na hora de escolher um veículo seminovo ou usado.

Além disso, o pagamento pode ser feito por meio do Compra e Venda Protegida – serviço que guarda no banco o sinal da transação de um veículo até que as partes envolvidas autorizem o depósito para o vendedor.

Como reduzir o consumo de combustível de um veículo

O litro do etanol subiu 2,13% em abril. O índice de congestionamento atingiu a marca de 31,4% em 2018. Veja as dicas da Petroplus para otimizar o rendimento de cada abastecimento de combustível.

O preço médio dos combustíveis nos postos do país subiu mais uma vez na última semana de abril, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). O valor do litro da gasolina avançou 0,59%, passando de R$ 4,40 para R$ 4,42, enquanto o litro do etanol subiu 2,13% no mesmo período, indo de R$ 2,90 para R$ 2,97. Quem sofre com estes acréscimos é, sem dúvida, o consumidor final que precisa abastecer o tanque para circular pelas cidades e estradas do país. E é aí que entra um grande desafio: como reduzir o consumo de combustível de um veículo para evitar gastos desnecessários a cada abastecimento?

Para a Petroplus, empresa com 25 anos de atuação no segmento de serviços e produtos automotivos, o primeiro passo é fazer um acompanhamento contínuo do veículo para identificar o mais rápido possível se houve ou não alguma alteração no consumo de combustível. Para isso, é essencial que o motorista ou proprietário do veículo, tenha uma base comparativa da relação entre litros e quilômetros rodados. Por exemplo, quando abastecidos com etanol veículos com motores 1.0 rodam, em média, entre 9 e 10 km por litro de combustível na cidade. Porém, a referência para cada modelo de veículo é única e, para conhecê-la, vale desde consultar o manual de proprietário até mecânicos de oficinas e concessionárias.

Identificado o consumo elevado de combustível, é importante também lembrar que ele não está relacionado à potência de cada veículo, ou seja, um modelo com motor 1.0 pode apresentar um gasto superior a um modelo 2.0. Com isso, o consumo elevado de combustível está atrelado à faixa de rotações por minuto (RPM) em que cada veículo é trabalhado e, dessa forma, circular em meio a trânsitos pesados em primeira marcha faz com que o veículo atue por mais tempo em uma faixa de RPM elevada e necessite mais gasolina ou etanol.

“O aumento de consumo costuma ocorrer por uma série de fatores, que podem ter origem tanto comportamentais como mecânicos. Ou seja, é necessário avaliar também se houve alguma mudança de hábito em que o veículo passa a circular por áreas com maior congestionamento ou se há alguma pendência de manutenção automotiva”, relata Danilo Norcia, gerente da Petroplus.

Quando o motorista passa a utilizar um automóvel em menores velocidades, seu motor naturalmente requer um volume maior de combustível para percorrer a mesma distância. E é natural que isso aconteça nas grandes capitais nacionais como São Paulo que, no ano passado, apresentou um índice médio de congestionamento na casa de 31,4%, segundo cálculo divulgado recentemente pela Fipe-USP (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP). Neste caso, a única alternativa para reduzir o consumo de combustível é evitar transitar pelas cidades em horário de pico – o que nem sempre é possível.

Agora quando o motivo de aumento dos litros abastecidos periodicamente é inerente à parte mecânica do automóvel, a Petroplus sugere algumas medidas preventivas e corretivas que podem ser realizadas, com facilidade, pelo próprio consumidor. “Geralmente a alta do consumo de combustível ocorre quando alguma parte do motor apresenta sujeira ou resíduos. Nessa situação, o veículo necessita de mais força para entrar em movimento, o que por sua vez requer mais litros de combustível por quilometro rodado”, complementa Danilo.

Como uma maneira prática e acessível de prevenir o aumento do consumo de combustível por questões mecânicas, a Petroplus recomenda o uso constante de produtos automotivos como o  STP FLEX TREATMENT (ST-2085BR) em veículos Flex e o STP GAS TREATMENT (ST-2050BR) em veículos movidos à gasolina, visto que ambos efetuam uma ação de limpeza e manutenção em todo o sistema do motor, quando aplicados regularmente a cada abastecimento.

E, para os casos em que o veículo já apresenta uma alta no consumo de combustível, a dica da empresa é fazer uso de produtos que oferecem um serviço de limpeza completa como o STP ULTRA 5 em 1 (ST-2020BR), que deve ser aplicado somente em veículos flex, também via tanque, a cada 10 mil quilômetros rodados. “Porém, se a sujeira já estiver impregnada no motor e o consumo estiver muito acima do padrão do veículo, recomenda-se pedir uma avaliação detalhada numa oficina mecânica ou concessionária, evitando assim maiores desgastes no motor e também gastos desnecessários com reparos”, conclui o especialista.

Volkswagen e Microsoft fazem parceria

A Volkswagen e a Microsoft trabalharão juntas em um projeto ambicioso relacionado à tecnologia de nuvem, com o objetivo de conectar mais de 5 milhões de veículos. A montadora alemã continua com sua transformação digital e com o início de novos serviços e tecnologias de conectividade.

Volkswagen e Microsoft vão colaborar no desenvolvimento de uma plataforma na nuvem.

A Volkswagen continua trabalhando em seu ambicioso plano de transformação interna para se tornar uma referência em serviços digitais e de mobilidade . Faz parte do plano futuro “Transform 2025+” para o ano de 2025 e está sendo realizado pela empresa alemã. A conectividade, a mobilidade elétrica, a automação e a ofensiva de produtos serão fundamentais para alcançar os objetivos que a marca estabeleceu, reforçando sua posição na Europa e na China.

É verdade que a Volkswagen não é a única fabricante de automóveis que está apostando em se tornar uma referência do que é conhecido como « carro conectado ». E, juntamente com a mobilidade sustentável e as possibilidades oferecidas pela automação da direção, as tecnologias permitirão que os veículos se comuniquem entre si, assim como as infraestruturas das cidades lançarão as bases para o futuro da indústria automotiva.

Devido à importância dessas tecnologias, a Volkswagen decidiu procurar um parceiro de alta altitude para realizar um projeto ambicioso. A Volkswagen e a Microsoft estabeleceram um acordo de colaboração para desenvolver a plataforma ” Volkswagen Automotive Cloud “. É uma das maiores plataformas na nuvem dedicada à indústria automotiva. Nela você encontrará todos os futuros serviços digitais e ofertas de mobilidade da Volkswagen.

microsoft e volkswagen

O objetivo da montadora e do gigante tecnológico é “conectar” mais de 5 milhões de carros.

A partir do ano 2020, mais de 5 milhões de novos carros Volkswagen estarão completamente conectados através desta nova plataforma na nuvem. Olhando para o futuro, o fabricante espera que todos os seus serviços digitais, bem como sua plataforma em nuvem, sejam desenvolvidos no Microsoft Azure.

Graças à Volkswagen Automotive Cloud, a marca alemã poderá otimizar consideravelmente a interconexão entre veículos, a plataforma baseada na nuvem e os serviços voltados ao cliente para todas as empresas automotivas que farão parte do ecossistema “Volkswagen Me”. Com este projeto, a Volkswagen poderá garantir aos seus clientes a transferência segura de dados, o download telemático de atualizações, bem como o acesso a determinadas soluções integrais.

Para tornar a plataforma Volkswagen Automotive Cloud uma realidade, a marca estabelecerá um escritório de desenvolvimento na América do Norte, muito próximo da sede da Microsoft.

Umicore explica a importância da manutenção do catalisador

Localizado no sistema de escapamento do carro, o catalisador tem a função de converter até 98% dos gases poluentes, provenientes da combustão, como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC) em substâncias inofensivas à saúde humana. Ele é projetado para durar no mínimo 80 mil quilômetros.

Porém, segundo a fabricante, esse prazo pode ser maior se o catalisador permanecer em boas condições e houver uma boa manutenção do veículo, incluindo a troca do óleo dentro do prazo, inspeção das velas de ignição e uso de combustível de qualidade. Os principais sinais de mau funcionamento do componente são o aumento de consumo, ruídos anormais e redução no desempenho do carro.

Ao substituir, a Umicore indica que todo o sistema de ignição do veículo seja verificado. “O estado das velas, da sonda lambda e de outros componentes deve ser analisado na oficina para garantir que o novo catalisador funcione em boas condições”, alerta o gerente de Aplicação de Produto da Umicore, Miguel Zoca.

Etanol pode ser beneficiado pelo Rota 2030

Novo regime tributário do setor automotivo prevê incentivos para pesquisa e desenvolvimento. Anfavea garante que os biocombustíveis entram no rol dessas pesquisas

“Não é um programa de incentivos, mas um programa que traz previsibilidade ao setor porque fixa metas claras de eficiência energética e segurança. Há incentivos só para quem fizer pesquisa e desenvolvimento, pois inovar é fundamental no mundo atual”, disse Megale. “O etanol é um patrimônio do País. Nós que desenvolvemos essa tecnologia e os carros flex. Devemos investir nisso”, ressaltou.

Nordeste

O texto aprovado pelo Congresso Nacional, que segue para sanção presidencial, porém, também inclui a emenda proposta pelo senador Armando Monteiro, que prorroga até 2025 os benefícios fiscais do Nordeste. E é por isso que o Rota 2030 é tão importante para a Jeep.

Filosa afirmou que o programa é positivo para toda a indústria porque “estabelece parâmetros”. Mas também admitiu que a extensão do regime “é uma medida de impacto positivo, pois estabelece um horizonte de longo prazo para investimentos regionais” e “compensa as desvantagens competitivas regionais, principalmente custos logísticos adicionais”.

Rota 2030 segue para sanção

A Medida Provisória que estabelece o Rota 2030 foi aprovada nessa quinta-feira (8) pelo Senado. No mesmo dia, o presidente Michel Temer assinou um decreto que regulamenta as regras e as diretrizes do programa durante a abertura do Salão do Automóvel de São Paulo. Agora, a expectativa é que o texto seja sancionado até o início da próxima semana.

Regime tributário especial para o setor automotivo que substitui o Inovar-Auto, o Rota 2030 terá duração de 15 anos e prevê um incentivo fiscal anual de R$ 1,5 bilhão para as montadoras. Além dos incentivos para pesquisa e da prorrogação dos benefícios fiscais do Nordeste, há redução do IPI de carros híbridos e elétricos. O programa ainda estabelece metas de eficiência energética e segurança veicular. Por isso, para a Anfavea, garante previsibilidade para o setor automotivo, que representa 4% do PIB nacional.

Por outro lado, o programa entra em conflito com os princípios do Governo Bolsonaro, já que o presidente eleito se diz contrário à concessão de benefícios fiscais. Por isso, Antonio Megale revelou já ter entrado em contato com a equipe de Bolsonaro para apresentar os pleitos do setor. Ele ainda disse que as primeiras conversas foram positivas e, por isso, acredita que será possível manter um bom diálogo com o próximo governo.

Financiamento de veículos em 2018 cresce 7,5%

As vendas financiadas de veículos novos e usados no ano de 2018 – considerando autos leves, motos e pesados – ultrapassaram a marca de 4 milhões de unidades. Para efeito de comparação, em 2017, foram financiados 3,7 milhões de veículos, considerando o mesmo período (janeiro a setembro). A alta foi de 7,5% na comparação entre os períodos de 2018 e 2017.

O crescimento ano versus ano foi impulsionado principalmente pelo segmento de veículos novos que apresenta uma evolução de 14% contra o acumulado do ano de 2017, abrangendo autos leves, motos e pesados.

Considerando apenas o mês de setembro, os financiamentos de veículos novos e usados permaneceram estáveis, com alta de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, encerrando o período com um total de 424.584 unidades financiadas, entre autos leves, motos e pesados. Desse total, foram vendidos a crédito 163.339 veículos novos, alta de 7,6% em relação ao mesmo período de 2017. Já os usados atingiram 261.245 vendas a crédito em setembro deste ano, queda de 2,6% na mesma base de comparação.

O levantamento é da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de informações que reúne o cadastro de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil.

Venda de veículos importados cresce 31,2% no ano

Com total de 31.246 unidades emplacadas, setor anota alta de 31,2% nos primeiros dez meses do ano ante igual período de 2017. Participação dos veículos importados da Abeifa no ano é de 1,54%.

Em outubro último, com 3.484 unidades, associadas à entidade anotaram aumento de venda de 19,6% em relação a setembro de 2018 e de 33,4% ante outubro de 2017.

Entidade mantém estimativa de vendas para 2018 em 40 mil unidades.

As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 3.484 unidades, anotaram em outubro recuperação em suas vendas de 19,6% em relação a setembro último, quando foram vendidas 2.913 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de outubro é 33,4% maior. Foram 3.484 unidades contra 2.913 veículos emplacados em outubro do ano passado.

No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 31.246 unidades importadas licenciadas, alta de 31,2% em relação às 23.813 unidades emplacadas de janeiro a outubro de 2017.

“Entre o primeiro e o segundo turno das eleições, o dólar já deu sinais de estabilidade, na casa de R$ 3,75. Muito diferente quando a moeda norte-americana estacionou por um período no patamar superior a R$ 4,00. Com isso, o nosso setor reagiu”, explica José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.

Para Gandini, “em novembro, com o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, o mercado deve reagir ainda mais até porque as associadas à Abeifa mostraram muitas novidades e, aliado a isso, os dias que antecedem ao final do ano são mais propícios para a compra e venda de automóveis zero quilômetro”.

As cinco marcas que mais venderam, de janeiro a outubro de 2018, ante igual período de 2017, foram a Kia Motors ( 9.862 unidades / +41,8%), Volvo (5.432 / +90,7%), Jac Motors (3.432 / +21,5%), BMW (2.323 / +31%) e Suzuki (2.111 / +0,6%). No mês de outubro, comparado a setembro último, Kia Motors (953 / +0,7%), Volvo (896 / +84,4%), Jac (326 / +35,3%%), BMW (249 / +7,3%) e Suzuki (211 / +20,6%) formam o quadro das cinco marcas que mais licenciaram.

Participações

Em outubro último, o total de 3.484 unidades importadas da Abeifa significou 1,42% do mercado interno, que emplacou 244.740 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 12,2% (do total de 28.375 unidades importadas).

Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 6.037 unidades licenciadas em outubro. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa manteve-se estável com 2,46% do mercado interno de autos e comerciais leves (244.740 unidades).

Produção local

Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover e Suzuki fecharam o mês de outubro com 2.553 unidades emplacadas, total que representou alta de 17,2% em relação a setembro de 2018. Comparado a outubro do ano passado, a alta é de 39,6%, quando foram emplacadas 1.829 unidades nacionais.

No acumulado do ano, contra igual período de 2017, a BMW cresceu 10,9% ( 7.024 unidades em 2018 ante 6.335 unidades em 2017), a CAOA Chery aumentou sua produção em 109,4% (6.377 unidades em 2018 ante 3.046), a Land Rover obteve queda de 2,6% ( 3.780 x 3.880 unidades) e a Suzuki, alta de 13,4%, com 1.858 unidades este ano contra 1.638 unidades em 2017.

No mês de outubro, comparado a setembro último, as marcas que mais venderam, de produção nacional, foram a CAOA Chery (1.330 / +32,2%), BMW (812 / +15,7%), Land Rover (258 / +9,3%) e Suzuki (153 / -34,6%).

Compras com créditos de ICMS para autopeças

O Governo do Estado de São Paulo publicou o Decreto nº 63.785/18, na edição de 9 de novembro do Diário Oficial do Estado, que trata da transferência de créditos acumulados de ICMS para aquisição, por sistemistas e fornecedores de autopeças, de bens de ferramentaria e equipamentos classificados nas posições 8207, 8480 e 9031 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A regra vale apenas para fabricantes, de ambos os lados, estabelecidos no Estado de São Paulo. Condições de apresentação de projeto de desenvolvimento e construção do ferramental, cronogramas de transferência, eventuais contrapartidas, entre outras, serão ainda estabelecidas em resolução da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Adesão das empresas de autopeças ao Rota 2030

O Sindipeças participou ativamente dos grupos de trabalho que definiram os parâmetros do Rota 2030, programa que cria regras para veículos comercializados no Brasil, produzidos localmente ou importados. O Decreto nº 9.557, publicado na edição de 9 de novembro do Diário Oficial da União (DOU), regulamentou a Medida Provisória que criou o programa e informa que os fabricantes de autopeças, assim como as montadoras, também serão beneficiários dos incentivos por investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Esses benefícios serão aplicados a partir de 1º/1/2019 para as empresas que se habilitarem ainda este ano. A partir daí, a habilitação ocorrerá periodicamente após a adesão.

EUA passam Argentina na compra de autopeças do Brasil

Crise no país vizinho eleva déficit na balança comercial de componentes para US$ 4,8 bilhões

 

A retração no mercado argentino fez com que os Estados Unidos se tornassem o principal destino das autopeças brasileiras para o mês de setembro, com o envio de US$ 155,9 milhões em componentes, ante US$ 153,7 milhões para o país vizinho. No acumulado do ano a Argentina permanece à frente nos embarques, com US$ 1,67 bilhão, mas agora anota queda de 0,5% em relação aos mesmos nove meses do ano passado. No acumulado até agosto ainda havia uma pequena alta de 3,7%.

Por causa da redução nos negócios com o país vizinho e principalmente pelo aumento na produção nacional de veículos, o déficit na balança comercial de autopeças chegou a US$ 4,8 bilhões no acumulado do ano, valor 17% mais alto na comparação interanual. As exportações totais cresceram 8,7% e atingiram US$ 5,9 bilhões, mas as importações aumentaram 12,3% e alcançaram US$ 10,7 bilhões. Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Também no mês de setembro a compra de autopeças alemãs (US$ 136 milhões) superou as da China (US$ 128,8 milhões). No acumulado do ano o país asiático permanece na frente, com US$ 1,37 bilhão e alta de 20,6% sobre iguais meses de 2017. Dos 20 maiores fornecedores de autopeças ao Brasil, apenas três (Coreia do Sul, França e República Tcheca) tiveram queda em seus negócios no acumulado até setembro.

CNH: emissão de carteira deve cair pelo quarto ano seguido

Pelo quarto ano seguido, a emissão de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) no Brasil deve registrar queda, de acordo com a Reuters. O decréscimo na quantidade de motoristas habilitados anualmente já estaria preocupando o setor automotivo, uma vez que muitos dos novos habilitados partem direto para a aquisição de veículos, sejam novos ou usados. A emissão caiu 24,8% em 2018 contra 7% de 2017.

Segundo um levantamento, o volume anual caiu para 170 mil emissões de carteira entre 2014 e 2018, enquanto que há quatro anos, a média era de 250 mil carteiras emitidas. Segundo Flávia Consoni, professora e especialista em indústria automotiva, o motivo principal é uma mudança no hábito do brasileiro.

Consoni diz: “O brasileiro está começando a mudar o hábito de ver o carro como um bem durável e os aplicativos de mobilidade ajudaram muito. No geral, principalmente para o público mais jovem, o carro está começando a ser visto pelo serviço que ele oferece, não pelo que ele representa em status social e isso, com certeza, impacta no número de emissões de CNHs”.

Nos últimos anos, serviços como Uber, Cabify e 99 ganharam grande espaço no transporte de passageiros nos grandes centros. Porém, mesmo cidades de pequeno e médio porte também possuem serviços semelhantes. Mesmo o deslocamento entre cidades já possuem aplicativos dedicados, como o de carona Blá Blá Car, por exemplo. Outro semelhante é o recente Waze Car Pool.

A Anfavea, de olho nessa queda, encomendou uma pesquisa que revelou mudança nos hábitos da chamada geração Z, apontando que pessoas de até 25 anos passaram a utilizar mais os serviços de transporte público, como ônibus e metrô, bem como aplicativos de transporte e bicicletas, lembrando que neste último caso, a ampliação das ciclovias e apps de locação aumentou muito o número de ciclistas nas cidades.

Outro dado que contribui para a queda na emissão de CNH é o custo de obtenção do documento. No estado de São Paulo, o custo varia de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil, sendo que o salário médio na região é de R$ 2,8 mil. O valor da CNH varia de acordo com a cidade.

Consoni diz: “Hoje é muito mais caro tirar carta do que era há 18 anos… Acho que o que está acontecendo é uma falta de interesse de quem compõe esse número e quem realmente precisa ficar atenta a isso é a indústria de veículos”. Ainda assim, em regiões menos favorecidas em termos de transporte público, houve um aumento na emissão de CNH, como é o caso do Acre com alta de 10%.

[Fonte: Reuters]

5 dicas para não ser enganado na compra do veículo

Confira o carro pessoalmente, acompanhado de mecânico de confiança, e verifique eventuais débitos pesquisando na web

Ao identificar um veículo anunciado do seu interesse, após contato inicial com o vendedor passo seguinte é ver o bem pretendido pessoalmente, até para conferir se o carro, moto ou utilitário é o mesmo das fotos. Esse primeiro contato presencial é uma oportunidade também para checar as condições do veículo, tanto físicas quanto legais.

Há empresas especializadas que produzem laudo completo a respeito do veículo, checando numeração do chassi e do motor, bem como condições do câmbio, dos vidros e etiquetas de identificação. A vistoria, que tem custo aproximado de R$ 250, também checa longarinas dianteiras e traseiras, teto, laterais e outras partes da estrutura do carro, fotografando tudo e pesquisando histórico de eventuais sinistros e até se o veículo foi leiloado.

Revisão / Vistoria

Esse laudo pode ser exigido do vendedor, porém isso não tira o valor de checar pessoalmente as condições do veículo, afinal de contas, você não quer dores de cabeça após fechar o negócio. A Webmotors, inclusive, disponibiliza o Autopago, serviço que garante mais segurança para comprar e vender o seu veículo sem dor de cabeça.

“Combine com o vendedor e faça a inspeção acompanhado de um mecânico de confiança, de preferência especializado em funilaria, ou leve o veículo para uma oficina da sua escolha. Verifique as condições da parte de baixo do veículo, numeração de chassi e motor e estado de componentes como longarinas. Não deixe também de pedir para fazer um test-drive”, recomenda o engenheiro Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil.

CONFIRA CINCO DICAS PARA NÃO SAIR NO PREJUÍZO

  • Peça o Renavam e a placa do veículo e pesquise no site do Detran para ver se há histórico de multas e outros débitos pendentes, além de eventuais restrições, como, por exemplo, se o carro é alienado
  • Para evitar a compra de um carro clonado ou adulterado, o ideal é recorrer a empresas especializadas em laudo veicular, que têm as ferramentas necessárias para checar essas informações. Adicionalmente, peça para ver os números de chassi e motor e confira se batem com os documentos. Verifique também a placa e se ela está com o lacre. Lembre que o laudo tem duração de 60 dias
  • Carros mais modernos e caros permitem checar, com equipamento especializado e na concessionária, se a quilometragem no hodômetro foi adulterado. Na inspeção visual, uma dica é observar as borrachas dos pedais. Se elas estiverem muito gastas e a quilometragem for baixa, desconfie, pois pode ter havido adulteração
  • Com a ajuda de um mecânico de confiança, verifique as condições das longarinas dianteira e traseira, as laterais e os painéis dianteiro e traseiro, em busca de desalinhamentos e outros sinais de que o carro foi batido. Observe o cofre do motor e a lataria do porta-malas, sob o carpete, que podem revelar evidências de um acidente mais sério. Fique de olho também na pintura, se ela apresenta alguma parte mais fosca ou alterações na tonalidade, indicativos que o veículo foi repintado – e bateu. Também não deixe de verificar a parte de baixo do carro, em busca de amassados ou eventuais danos na suspensão, nas rodas, no catalisador e no sistema de escapamento. “Não deixe de rodar com o carro, de preferência em um piso plano, para verificar se existe desalinhamento e/ou ruídos e vibrações na suspensão e na direção, além de checar o funcionamento do motor e da transmissão”, alerta o engenheiro Fracisco Satkunas
  • Busque sinais de que o carro passou por um alagamento. “Levante as borrachas de vedação das portas e verifique se há sinais de lama seca ou poeira, indicativo que o veículo foi inundado. Faça o mesmo embaixo dos carpetes e fique atento se há cheiro de mofo, outro sinal de provável inundação. Verifique também se todas as lâmpadas e parte elétrica estão funcionando corretamente”, recomenda Satkunas.

Placa do Mercosul chega ao Brasil

Rio de Janeiro é o primeiro Estado a usar o novo padrão.

Rio de Janeiro se tornou o primeiro Estado no Brasil a oferecer as novas placas no padrão do Mercosul. O modelo já é utilizado na Argentina e Uruguai. A novidade foi apresentada em cerimônia especial com a presença do Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e do Governador do Estado, Luiz Fernando Pezão.

Todos os Detrans estão em fase de homologação para introdução do modelo, assim que essa fase passar, a placa pode ser oferecida. Segundo o Ministro, o principal objetivo é contribuir com a segurança pública. “Esperamos que essa nova tecnologia da placa possa encerrar, definitivamente, as fraudes e clonagens de veículos. Será um grande avanço para as polícias, que terão meios mais eficientes para o rastreamento. E conseguimos, aqui no Rio de Janeiro, implementar isso tudo e oferecer a nova placa pelo mesmo preço da atual”, ressaltou.

 

 

Hatches Médios: veja as opções com menos desvalorização

Está em busca de uma opção de Hatch Médio? A KBB selecionou os veículos dessa categoria com menor desvalorização para ajudar na melhor escolha

Muitos consumidores buscam por um veículo mais dinâmico e esportivo, sem dispensar o conforto e sofisticação dos sedãs. Em vez de comprar um popular bem equipado, ou algum modelo compacto cheio de acessórios, eles podem, com o mesmo valor, comprar um Hatchback Médio com os mesmos equipamentos, mas com maior espaço interno e mais conforto.

A sobrevivência do mercado de Hatches Médios é uma discussão longa e que dura alguns anos. Porém, mesmo com indicadores de que essa categoria está sendo substituída por outras opções, como os SUVs compactos, ainda há consumidores interessados nesses modelos.

Pensando nisso, a KBB Brasil selecionou as versões de Hatches Médios que menos desvalorizam ao longo dos anos. Foram analisadas versões 0km de marcas mais acessíveis e marcas premium, com desvalorização no primeiro e segundo ano de uso. A análise se baseia não somente no modelo do veículo, mas sim em sua versão que apresenta menor desvalorização.

O destaque das marcas tradicionais ficou para o Volkswagen Golf GTI. Recentemente reestilizado, sua desvalorização em relação ao modelo 2018 é extremamente baixa, de apenas 1,94%. Em contrapartida, a versão conta com uma das maiores taxas de desvalorização no segundo ano de uso, com uma perda de valor de 17,3%. Provavelmente pelo ganho de potência (10 cv em relação ao anterior) e pela reestilização do modelo novo. Em segundo lugar dentre os que menos perdem valor está o Ford Focus SE 2.0 PowerShift, que desvaloriza 5,20% no primeiro e 7,10% no segundo ano de uso.

Dentre as marcas premium, o veículo/versão que menos desvaloriza é o Audi RS3 Sportback 2.5 – com redução de 7,57% do valor no primeiro ano e 11,82% no segundo -, seguido pelo Volvo V40 Kinect T4 Drive-E, que desvaloriza 11,34% no primeiro ano e 20,26% no segundo.

O levantamento não levou em consideração o BMW 125i M SPORT GP 2.0 16V TB 224CV GAS 4P, pois o veículo só possui versões 2019. O Preço KBBtm da versão 0km do 125i M Sport é de R$194.950, enquanto seu valor para seminovos é de R$190.000, atingindo uma desvalorização de 2,54%.

Ao total, foram 7 versões de Hatches Médios tidas como as que possuem menor índice de desvalorização. Confira abaixo a tabela completa de valores e taxas de desvalorização:

VEÍCULO/VERSÃO 0KM 2018 2017 Desvalorização: Primeiro ano de uso Desvalorização: Segundo ano de uso
VOLKSWAGEN GOLF GTI 350 2.0 TSi DSG GAS 4P R$143.790 R$141.000 R$ 118.900 -1,94% -17,31%
FORD FOCUS SE 2.0 16V P.SHIFT FLEXONE 4P R$ 78.900 R$74.800 R$73.300 -5,20% -7,10%
PEUGEOT 308 ALLURE THP 1.6 16V TIP FLEX 4P R$ 85.990 R$81.000 R$73.500 -5,80% -14,52%
AUDI RS3 SPORTBACK 2.5 20V TFSi-QUATTRO STRONIC GAS 4P R$329.990 R$305.000 R$291.000 -7,57% -11,82%
VOLVO V40 KINETIC T4 Drive-E 2.0 TB AT GAS 4P R$137.950 R$122.300 R$110.000 -11,34% -20,26%
CHEVROLET CRUZE SPORT6 LTZ 1.4 TURBO AT FLEX 4P R$108.000 R$95.000 R$91.200 -12,04% -15,56%
MERCEDES-BENZ A 200 1.6 TB FF FLEX 4P (Básico) $153.900 R$122.000 R$117.600 -20,73% -23,59%

Aptiv investe para produzir mais no Brasil

Empresa fruto da cisão da Delphi trabalha na ampliação e modernização de três fábricas locais

Estabelecida no fim de 2017, a Aptiv já dá passos importantes para se firmar como um negócio independente no Brasil. Fruto de cisão da Delphi, a companhia oferece soluções de arquitetura eletrônica, segurança e software, o que chama de cérebro e sistema nervoso dos veículos. A empresa ficou com a sede em São Caetano do Sul, no ABC paulista, enquanto a Delphi Technologies se mudou para Piracicaba.

Paulo Santos, vice-presidente da empresa no Brasil, confirmou durante o Congresso SAE, que acontece até quarta-feira, 5, em São Paulo, que a empresa tem investimentos em curso no País. Das cinco fábricas locais, três passam por ampliação e modernização entre este e o próximo ano. Em Conceição dos Ouros (MG) a companhia vai duplicar a capacidade produtiva, em Espírito Santo do Pinhal (SP), vai modernizar a operação e erguer um novo edifício e, em Jambeiro (SP), instalará estrutura para a fabricação de componentes eletrônicos. Santos não revela o valor do aporte, mas garante que 2018 é ano de “retomada dos investimentos na região”.

A decisão de investir atende ao aumento da demanda local e ao ganho de participação da Aptiv, conta. “Estamos crescendo dois pontos porcentuais acima da média do mercado.” Há também um aumento importante das exportações da companhia, que chegam a mais de 25 países, incluindo nações europeias, Índia, China, México e Estados Unidos. “Na crise aceleramos as vendas externas para aproveitar a capacidade local.

TECNOLOGIA PARA A NOVA MOBILIDADE

“Fornecemos para todas as grandes montadoras no Brasil e elas gostaram do posicionamento mais focado em soluções de mobilidade. Aqui há grande interesse por tecnologias de conectividade para os veículos e temos aproximado os clientes com estas novidades localmente”, diz Santos.

O executivo aponta que a Delphi, agora Aptiv, é um exemplo de empresa que soube se reinventar diante da crise global de modelo de negócio na indústria automotiva. No Brasil houve ainda o desafio adicional causado pela retração da economia. “Repensamos muitas coisas, mas mantivemos a capacidade das nossas áreas de engenharia e pesquisa e desenvolvimento”, garante.

Segundo ele, o Brasil tem competências importantes, que podem contribuir para avanços globais. “Temos uma competência grande para desenhar produtos de transição, que não são a tecnologia mais avançada, mas a solução média, intermediária”, conta.

Globalmente, a companhia trabalha fortemente o desenvolvimento de veículos autônomos com uma série de iniciativas, incluindo uma parceria com a Lyft, concorrente da Uber nos Estados Unidos, com quem a empresa testa uma frota de carros autônomos em Las Vegas. “Aumentamos de oito para 30 o número de carros na frota. Os clientes que viajam nestes modelos mostram níveis muito altos de satisfação”, diz.

O projeto conta com outros parceiros, como BMW, fabricante dos carros, e Hertz. “É interessante trabalhar com este novo modelo, mais colaborativo. Para nós tem sido um aprendizado importante tanto da tecnologia, quanto do modelo de negócio”, avalia. Segundo Santos, a Aptiv já entendeu que a indústria precisará de parcerias valiosas para atender às demandas do futuro.

Melhor começo de ano para autopeças desde 2013

O faturamento das empresas de autopeças cresceu 26,2% de janeiro a abril sobre o mesmo período do ano passado. Segundo o Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor, este foi o melhor primeiro quadrimestre desde 2013 tanto em valor como em taxa de crescimento.

O fornecimento às montadoras cresceu 20,7% no acumulado do ano e todos os outros canais de vendas registraram altas de dois dígitos no faturamento.

As exportações avançaram 35,2% quando medidas em reais e 29,3% em dólares. O Sindipeças ressalta que que a crise cambial e financeira na Argentina (para onde vão mais de 25% das autopeças brasileiras, veja aqui) deve provocar a retração dos embarques nos próximos meses, mas recorda também que a desvalorização mais forte do real entre abril e maio pode servir de estímulo para os negócios com outros países latino-americanos e também com os Estados Unidos e a Europa.

Como consequência da queda de vendas de veículos zero-quilômetro nos anos recentes, as vendas de autopeças para o mercado de reposição mantêm bom fôlego e registraram alta de 17,2% de janeiro a abril sobre iguais meses de 2017. A reposição é a terceira maior fonte de receita do setor, com mais de 15% do faturamento mensal.

 

Empregos no Setor crescem 8,8%

De acordo com o Sindipeças, os empregos no setor de Autopeças cresceram 8,8% no acumulado até abril sobre os quatro primeiros meses de 2017. A utilização da capacidade instalada medida mensalmente teve ligeiro recuo de 73% em fevereiro para 70% em abril “por conta de um ritmo de atividade mais brando”, de acordo com a entidade, mas não impediu o avanço dos empregos.

 

Balança comercial de autopeças atinge déficit de US$ 2,15 bilhões

A balança comercial de autopeças acumulou de janeiro a abril um déficit de US$ 2,15 bilhões. O valor é 15,2% maior que o registrado nos mesmos quatro meses do ano passado. As importações totalizaram US$ 4,72 bilhões no período e cresceram 18% na comparação interanual.

As vendas externas avançaram mais, 20,4%, mas o total exportado de US$ 2,57 bilhões não impediu o aumento do déficit. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor de autopeças.

Em seu estudo, o Sindipeças mostra que a desvalorização do real favorece as exportações, mas mesmo assim o déficit se acentua como consequência do crescimento da produção nacional de veículos, que no primeiro quadrimestre registrava alta de 20,7%.

A China permanece como maior fornecedor e enviou ao Brasil US$ 588,5 milhões em componentes, o que representa 12,5% de participação em todas as compras. A Alemanha mantém o segundo lugar, com US$ 552,4 milhões. Esse valor é 40,2% maior que o anotado nos primeiros quatro meses do ano passado. Os Estados Unidos acompanham de perto a Alemanha, com US$ 521,6 milhões em autopeças vendidas ao Brasil.

A Argentina, principal destino dos componentes brasileiros, absorveu no primeiro quadrimestre US$ 800,2 milhões, o que equivale a mais de um quarto (25,4%) de todas as exportações do período. O segundo maior destino são os Estados Unidos, com US$ 464,8 milhões, ou 18,1% do total de embarques.

Chama a atenção o crescimento dos embarques para Angola. Embora pouco expressivos (US$ 16,7 milhões, menos de 1% do total), anotaram alta de mais de 800% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. A exportação de carrocerias para fabricação de tratores, comerciais leves e outros itens para transporte de mercadorias motivou essa alta expressiva, segundo o Sindipeças.

Mercedes-Benz lança pacote de segurança ativa para ônibus

Mercedes-Benz vai oferecer no mercado brasileiro um pacote de segurança ativa para ônibus rodoviários O 500 R e RSD com câmbio automatizado, que inclui controle adaptativo de velocidade e distância, o ACC, também conhecido como piloto automático adaptativo, conjugado com o sistema de frenagem automática de emergência (AEBS). Os primeiros veículos equipados com a tecnologia serão entregues neste semestre à Viação Águia Branca, que opera linhas regulares de passageiros nos estados do Sudeste e Nordeste.

O sistema modular também se integra com o alerta de derivação de faixa de rodagem, o LDWS, que monitora com câmeras a pista e avisa ao motorista quando o veículo sai da faixa sem que a seta seja acionada. Segundo a fabricante, o pacote ACC+AEBS+LDWS será oferecido como opcional em toda a linha O 500 de rodoviários, já está pronto para uso nos modelos 4×2 e 6×2 e, em breve, estará disponível também no 8×2.

O preço gira em torno de 3% a 8% do valor do veículo. Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, avalia que o valor não será impeditivo para a disseminação da tecnologia no País, pois muitos frotistas enxergam o aumento da segurança como responsabilidade social e economia com redução de acidentes.

“O piloto automático adaptativo reduz o risco de acidentes, trazendo mais segurança para passageiros, motoristas e outros veículos da via. Muitos frotistas estão cada vez mais preocupados com isso e assimilam a elevação de custo como benefício”, avalia Barbosa.

O ACC da Mercedes funciona com 15 sensores instalados na dianteira do ônibus, que como um radar monitoram a pista de 0 a até 200 metros à frente. A partir das informações desse monitoramento, uma vez acionado o ACC, o ônibus acelera e freia sem interferência do motorista, mantendo constante a velocidade previamente ajustada e reduzindo sempre que é detectado outro veículo dentro de uma zona de distância à frente, que pode ser pré-ajustada em sete níveis. O sistema é indicado para uso rodoviário, só funciona acima de 15 km/h e conjugado com transmissão automatizada. A versão de ACC adequada para modelos urbanos, capaz de fazer o veículo parar totalmente e acompanhar o fluxo no para-e-anda do trânsito, ainda não está disponível.

Quando algum outro veículo cruza a frente de forma abrupta, entra em ação o AEBS, o sistema de frenagem automática de emergência, que dependendo da distância funciona em três estágios: no primeiro é emitido um alerta sonoro, no segundo o alerta aumenta o volume e começa a ser executada a frenagem parcial, e por fim 100% da força dos freios é acionada até a parada total para evitar a possível colisão.

“ACC e AEBS reduzem bastante o risco de acidentes, porque o motorista não precisa se preocupar com acelerações ou frenagens e isso aumenta sua atenção ao que acontece na estrada à frente” destaca Barbosa. “O sistema ganha ainda mais valor em situações de baixa visibilidade, como neblina, chuva intensa ou à noite”, acrescenta.

 

SISTEMAS DE SEGURANÇA NA ROTA DA DIREÇÃO AUTÔNOMA

Piloto automático adaptativo, frenagem automática de emergência e alerta de derivação de faixa são integrantes dos chamados sistemas avançados de assistência ao motorista. A adoção conjugada desses e de outros módulos eletrônicos, atuadores e sensores pavimenta a rota da direção autônoma, sem necessidade da interferência do motorista.

A Mercedes-Benz já testa a tecnologia em trajeto controlado com seu protótipo Future Bus em Amsterdã, na Holanda. No Brasil, a introdução de sistemas autônomos de condução e segurança veicular deverá ser incentivada nos próximos por incentivos fiscais previstos no Rota 2030, programa setorial de desenvolvimento recém-aprovado pelo governo (leia aqui).

Com a introdução do ACC e AEBS, os ônibus da linha O 500 da Mercedes-Benz passam a oferecer o total de 14 sistemas que aumentam a segurança e reduzem o risco de acidentes:

  • ACC (Active Cruise Control) – piloto automático adaptativo
  • AEBS (Advanced Emergency Braking System) – sistema de frenagem automática de emergência
  • LDWS (Lane Departure Warning System) – sistema de alerta de faixa
  • TPMS (Tyre Pressure Monitoring System) – monitoramento da pressão e temperatura dos pneus
  • Retarder – sistema auxiliar de freio
  • Top-Brake – freio-motor auxiliar
  • Suspensão com sistema anti-tombamento
  • ABS – sistema anti-travamento de freios
  • ASR – sistema de controle de tração
  • EBS – sistema eletrônico de freios
  • ECAS – suspensão pneumática controlada eletronicamente
  • ESP – controle eletrônico de estabilidade
  • Eixo ERA direcional: maior estabilidade

Indústria de Autopeças Cresce 23,8%

O faturamento dos produtores de autopeças, sem ajuste sazonal, atingiu números superiores a igual período de 2017. O último balanço divulgado pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), em maio, referente ao primeiro trimestre, apontou crescimento de 23,8% em comparação ao ano passado – melhor resultado nominal desde 2010. Em termos reais, no entanto, o faturamento do primeiro trimestre se coloca na sexta posição, superando apenas os resultados dos primeiros trimestres de 2015, 2016 e 2017.

A variação do faturamento nominal no trimestre atingiu dois dígitos em todos os canais de comercialização. Para as montadoras, as vendas acumularam alta de 24,2%, enquanto nas exportações subiram 34,0%, mensuradas em reais, e 29,8% em dólares. A recente crise cambial na Argentina afetará os números do setor a partir de maio, por causa do impacto que trará para as exportações. Por sua vez, se a desvalorização do Real perdurar, oferecerá estímulos adicionais às exportações de autopeças brasileiras, principalmente, para América Latina, Estados Unidos e Europa. Quando o foco é o mercado de reposição, o crescimento das vendas foi de 14,7% em comparação a igual período de 2017 e as operações entre empresas do setor atingiu 10,9%.

Na passagem de fevereiro para março, o faturamento nominal das autopeças avançou 16,9%, após queda de 5,3% em fevereiro. O crescimento foi mais forte no canal de reposição, com alta de 23,1%, embora os negócios com as montadoras também tenha evoluído positivamente, 18,3%. As vendas intrassetoriais subiram 16,4%, seguidas pelas exportações que cresceram 8,1%, em reais, e 6,9% quando valoradas em moeda americana. O maior número de dias úteis no terceiro mês do ano foi um dos fatores que influenciou a melhora dos resultados na passagem mensal.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada observou queda de dois pontos percentuais em março, mas se manteve acima dos 70%. O emprego voltou a crescer na passagem mensal (0,25%) e houve incremento de 8,7% em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Entre as razões que explicam a recuperação da atividade do setor, é possível destacar a retomada da confiança dos agentes econômicos, redução da taxa de juros, baixa inflação e melhoria da renda real, que têm proporcionado um ambiente mais virtuoso para a expansão do crédito. Para a aquisição de novos veículos, segundo o Banco Central, as concessões às pessoas jurídicas subiram 87% em relação ao primeiro trimestre de 2017 e para as pessoas físicas, 21,3%. E o percentual da carteira com atraso caiu para 4,9% em março, no caso das pessoas jurídicas (PJ), e 6,91%, no caso das pessoas físicas (PF).

Exportações também crescem

Os embarques brasileiros de autopeças no primeiro trimestre deste ano somaram US$ 1,9 bilhão, 20,5% mais que em iguais meses de 2017, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços consolidados pelo Sindipeças. As importações cresceram menos, 12,5%, e totalizaram US$ 3,5 bilhões. Com esses resultados, o déficit comercial do País em autopeças no período chegou a US$ 1,6 bilhão, 4,2% superior ao de igual período do ano passado. A Argentina manteve-se no primeiro lugar na lista de 169 destinos de nossas exportações e a China, o topo no ranking de origem das importações, vindas de 147 mercados.

Os novos motores Fiat 1.0 e 1.3 Firefly em detalhes

Faz tempo que não podemos chamar os motores da Fiat de novos. Os E.TorQ têm origem nos Tritec, criados em 1997 em joint venture entre a Chrysler e a Rover (como subsidiária da BMW), e os Fire, embora existam no Brasil há apenas 15 anos, foram lançados na Europa em 1985. Vem daí a importância dos novos motores 1.0 três cilindros e 1.3 quatro cilindros Fire Fly, da família GSE, que a Fiat trata como projeto global mas que estreiam agora no Brasil com o Uno 2017. E têm características surpreendentes!

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Tanto o três como o quatro cilindros Fire Fly têm os mesmos diâmetro e curso

Os dois novos motores não só pertencem à mesma família, como têm o mesmo diâmetro de cilindro, curso dos pistões (70,0 x 86,5 mm) e compartilham entre si diversos componentes. O 1.3 é, basicamente, o 1.0 com um cilindro a mais. Os dois tem bloco e cabeçote de alumínio, e têm duas válvulas por cilindro, ou seja, temos aqui um 1.0 6V (como no primeiro Suzuki Swift vendido no Brasil) e um 1.3 8V.

Os dois motores têm duas grandes válvulas nos cabeçotes. Apenas duas...

Os dois motores têm duas grandes válvulas nos cabeçotes. Apenas duas…

Não os subestime. Com gasolina o motor 1.0 6V Fire Fly gera 72 cv (6.000 rpm) e 10,4 kgfm (3.250 rpm) enquanto com álcool são 77 cv (6.000 rpm) e 10,9 kgfm (3.250 rpm). Em outras palavras, é o 1.0 aspirado com mais torque no Brasil com a mesma potência do três cilindros do Nissan March. Já o 1.3 8V Fire Fly gera 101 cv (6.000 rpm) e 13,7 kgfm (3.500 rpm) com gasolina, enquanto com álcool são 109 cv (6.250 rpm) e 14,2 kgfm (3.500 rpm), superando o 1.4 8V do Chevrolet Onix e chegando bem perto do 1.5 16V do Ford Ka.

O diferentão

Virabrequim: seu centro fica deslocado em 10 mm do centro do pistão

Virabrequim: seu centro fica deslocado em 10 mm do centro do pistão

linhamontagem_inspecaoautomaticaqualidade_creditoleolaraEmbora o nome “Fire Fly” soe um pouco ridículo, a Fiat diz ter levado a sério questões como confiabilidade e eficiência enquanto buscava torque em baixa. Esta é sua justificativa para o uso de cabeçotes com duas válvulas por cilindro enquanto todos os concorrentes e todos os motores mais modernos têm quatro válvulas por cilindro. É uma arquitetura que favorece o surgimento de torque em baixas rotações sem grandes malabarismos, e a fabricante ainda diz que o fato de utilizar um comando único do cabeçote com variador de fase elimina atritos e perdas de energia com a movimentação de componentes do motor.

Mas este motor usa de outros truques. O sistema de injeção é o multiponto convencional, mas a Fiat diz ter posicionado válvulas e vela de forma que haja mais turbulência na câmara de combustão. Também garante que seu sistema de admissão é tão eficiente no enchimento dos cilindros quanto motores com quatro válvulas por cilindro. Fato é que não falta compressão ali dentro: a taxa de compressão é sempre de 13,2:1, que visivelmente favorece a queima de etanol.

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Vale dizer que as velas são de Iridium e de 10mm, mais finas do que em qualquer outro motor Fiat, e cada uma têm bobina independente. Além disso, estes são os primeiros motores Fiat a eliminar o tanquinho de partida a frio por usar aquecimento dos injetores.

Outro truque está no variador de fase hidráulico continuamente variável. Permite que trabalhe com sistema EGR (de recirculação de gases de escape) por fechamento tardio das válvulas, o que, momentaneamente, faz este motor trabalhar em ciclo Miller. Evita-se perda por bombeamento quando o motorista dirige de forma suave, principalmente em baixas rotações. A economia que isso proporciona fica ao redor de 4 e 7%. Estes novos motores trabalham com comando por corrente, mas uma corrente mais silenciosa que as convencionais.

Também com o objetivo de reduzir o atrito, o centro dos pistões não fica alinhado com o centro do eixo do virabrequim, mas sim deslocado em 10 mm. Desta forma, é possível ajustar o ângulo entre a biela e o pistão de forma que se aumenta o apoio do pistão na parede do cilindro quando a força vertical é pequena ou se reduz o apoio no local quando a força vertical é grande, diminuindo a perda de energia.

Os acessórios dos motores Fire Fly também são otimizados. Enquanto o óleo é o fino 0W20, a bomba de óleo tem deslocamento variável, ou seja, altera o seu fluxo de acordo com a necessidade do motor. O filtro de óleo foi colocado bem na frente do motor, entre o cárter de aço estampado e o suporte do compressor do ar-condicionado,  de forma a facilitar e reduzir o tempo de troca. Já o alternador faz a recarga da bateria apenas nos instantes em que a energia cinética do veículo seria desperdiçada, como nas desacelerações e reduções de velocidade, algo importante quando os motores 1.3 são dotados de tecnologia start-stop.

Resultados

A seguir estão os números de desempenho e consumo do Fiat Uno 2017 com os novos motores Fire Fly. Tire suas próprias conclusões.

Uno Attractive 1.0 6V Flex:

Desempenho
Velocidade máxima 154 km/h (gasolina) / 157 km/h (etanol)
0 a 100 km/h 13,6 s (gasolina) / 12,5 s (etanol)
Consumo
Ciclo Cidade 13,11 Km/litro  (gasolina) / 9,24 Km/litro (etanol)
Ciclo Estrada 15,14 Km/litro  (gasolina) / 10,40 Km/litro (etanol)

Uno Sporting 1.3 8V Flex:

Desempenho
Velocidade máxima 177 km/h (gasolina) / 177 km/h (etanol)
0 a 100 km/h 10,8 s (gasolina) / 10,1 s (etanol)
Consumo
Ciclo Cidade 12,89 Km/litro  (gasolina) / 9,17 Km/litro (etanol)
Ciclo Estrada 14,05 Km/litro  (gasolina) / 10,14 Km/litro (etanol)

CAOA compra parte da operação brasileira da Chery e forma a CAOA Chery

A CAOA formou parceria com a Chery e formou a CAOA Chery. A nova marca se posiciona como uma empresa 100% nacional, com 50% da sociedade brasileira e 50% chinês. A intenção é usar a estrutura da CAOA, que hoje é responsável pelos importados da Hyundai, para produzir e vender carros da Chery.

A CAOA Chery “irá desenvolver soluções inovadoras e parcerias para crescer e ganhar competitividade global, passando a exportar para toda a América Latina”.

A parceria prevê que a fábrica de Jacareí (SP), que hoje tem 385 colaboradores e monta os modelos Celer nas versões hatch e sedã, e o QQ, continuará fábricando carros da Chery. Mas os CAOA Chery também serão montados na fábrica de Anápolis (GO), hoje responsável por montar carros da Hyundai.
A CAOA Chery já tem planejado investimento de US$ 2 bilhões para os próximos 5 anos. A fábrica de Jacareí nasceu de um investimento de US$ 530 milhões feito em 2011. Hoje a unidade tem capacidade para 50 mil unidades por ano.

Modelos eficientes devem economizar RS 2 bi em combustível em 2018

Os gastos médios do proprietário de um modelo 1.0 novo com combustível por ano, é em torno de R$ 900 menor em comparação há cinco anos. A economia é decorrente, basicamente, da melhora na eficiência energética dos automóveis brasileiros, medida estabelecida no programa Inovar-Auto e que passou a ser obrigatória a partir do ano passado. O efeito é sentido, não só no bolso, como também no meio ambiente. Com base nos mesmos cálculos, anualmente um modelo novo deixa de queimar mais de 200 litros de combustível.

Só neste ano, a estimativa é de que R$ 2 bilhões deixarão de ser gastos em combustível, montante que, no acumulado de seis anos, atingirá economia de cerca de R$ 44 bilhões, segundo cálculos da consultoria Bright, que assessora o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) na discussão de políticas automotivas.

O dado da economia total leva em conta o aumento médio de 15% na eficiência energética dos automóveis (exceto os movidos a diesel), porcentual que deverá ser cumprido pelas fabricantes até 2022, quando novas metas de redução entrarão em vigor. A conta também inclui a projeção de vendas de carros e comerciais leves flex nesse período.

No caso dos modelos compactos com motor 1.0, o rendimento médio na estrada era de 14 km por litro de gasolina em 2012, média que hoje é de 16,6 km/l. Com isso, um automóvel que percorreu 20 mil km em um ano consumiu 224 litros a menos, deixando de gastar R$ 896, cálculo que considera o preço atual do combustível, de cerca de R$ 4 por litro.

Com novas metas a serem estabelecidas no programa Rota 2030 (substituto do Inovar-Auto, que aguarda aprovação do Ministério da Fazenda), para valerem a partir de 2022 em uma das etapas, e a partir de 2027, na etapa seguinte, “o carro brasileiro terá condições de competir em qualquer mercado global em termos de legislação de emissões e consumo”, afirma Paulo Cardamone, chefe de estratégia da Bright.

Segundo ele, o mínimo a ser estabelecido deve ser de melhora de 12% na eficiência, mesmo porcentual exigido no Inovar-Auto. No programa anterior, cada montadora tinha de atender a meta mínima de reduzir em 12% a média de consumo de seus modelos. Empresas que atingissem redução de 15,4% receberiam como “prêmio” desconto de 1 ponto porcentual no IPI. Quem fosse além e atingisse 18,8% teria direito a desconto de 2 pontos de IPI.

Segundo o Mdic, oito empresas melhoraram a eficiência de seus produtos em 15,4% – Audi, Honda, Mercedes-Benz, Nissan, PSA (Peugeot e Citroën), Renault, Toyota e Volkswagen. Ford e General Motors foram as únicas a atingirem redução na casa dos 18%. As demais cumpriram a meta de 12%.

O carro mais vendido do mercado, o Chevrolet Onix, teve seu consumo reduzido em 18%. Para atingir esse porcentual, uma das medidas adotadas, segundo a General Motors, foi a redução do peso do veículo em 32 quilos. “Mais de cem componentes foram retrabalhados, aumentando a aplicação de aço de alta resistência em painéis e reforços”, informa a fabricante.

Passaram por mudanças, sejam tecnológicas ou de peso, componentes como motor, transmissão, suspensão, freio, pistões, bielas e anéis. Mudanças foram feitas na aerodinâmica do modelo e o câmbio passou a ter seis marchas nas versões manual e automática.

Nos cálculos do Mdic, além da redução do consumo, os carros com motores mais eficientes vão evitar a emissão de 1 milhão de toneladas de gás carbônico por ano.

nspeção veicular. Cardamone lembra que outra medida já aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), para entrar em vigor em 2019, é a obrigatoriedade de inspeção veicular em todo o País.

A vistoria para avaliar as condições de segurança e de emissões de poluentes será feita em veículos com mais de três anos de uso. A previsão é de que cerca de 400 mil carros serão excluídos anualmente da frota nacional, hoje estimada em 42 milhões de veículos.

Ford forma parceria com BMW e Volkswagen para abrir 400 estações de recarga de veículos elétricos

 Ford em parceria com a BMW, Daimler e Volkswagen, incluindo as marcas Audi e Porsche, anunciaram a formação de uma joint-venture, chamada IONITY, para desenvolver e instalar uma rede de recarga de veículos elétricos em toda a Europa.

Com a previsão de abertura de cerca de 400 estações de recarga de alta potência até 2020, a IONITY quer facilitar as viagens de longa distância, um passo importante para o avanço do uso dos veículos elétricos. A joint-venture com sede em Munique, na Alemanha, é liderada pelo diretor-presidente Michael Hajesch e pelo diretor de operações Marcus Groll, com uma equipe que deve chegar a 50 pessoas até o início de 2018.

“A primeira rede de recarga elétrica de alta potência pan-europeia tem um papel essencial na viabilização do mercado de veículos elétricos. A IONITY atende o nosso objetivo comum de oferecer aos clientes carga rápida e pagamento digital para facilitar as viagens de longa distância”, diz Hajesch. 

20 estações já em 2017 

Um total de 20 estações serão inauguradas já em 2017, localizadas nas principais estradas da Alemanha, Noruega e Áustria, em intervalos de 120 km, por meio de parcerias com as redes de serviços “Tank & Rast”, “Circle K” e “OMV”. Em 2018, a rede será ampliada para mais de 100 estações, que permitirão a recarga simultânea de vários clientes e diferentes marcas de veículos.

Com capacidade de até 350 kW por ponto, a rede vai usar o padrão europeu de carregamento chamado “Combined Charging System”, reduzindo significativamente o tempo de recarga comparado aos sistemas atuais. Seu conceito multimarca e distribuição em toda a Europa devem ajudar a popularizar os veículos elétricos.

A escolha dos melhores locais para instalação das estações leva em conta o potencial de integração com as tecnologias de carga e iniciativas já existentes, incluindo as das empresas participantes e de instituições públicas. Esse investimento reforça o compromisso dos fabricantes participantes com os veículos elétricos, apoiado na cooperação internacional de toda a indústria.

Os sócios fundadores BMW Group, Daimler AG, Ford Motor Company e Volkswagen Group têm partes iguais na joint-venture e outros fabricantes de automóveis são convidados para a expansão da rede. Mais informações do projeto estão disponíveis em www.ionity.eu, em inglês e alemão.

Mercado de Autopeças Crescem 16,2% em 2017

Os resultados apresentados no relatório, divulgado pelo Sindipeças em meados de julho se referem ao período entre janeiro e maio.

De acordo com dados do último relatório apresentado pelo Sindipeças, as vendas líquidas nominais da indústria de autopeças no acumulado dos primeiros cinco meses do ano cresceram 16,2% sobre o registrado em igual período de 2016. O levantamento é mensal e realizado com 64 empresas associadas à entidade que respondem por 32,2% do faturamento total da indústria de autopeças no Brasil. O aumento ocorreu em todos os segmentos de mercado, com exceção das exportações em reais, que caíram 12,95%, embora tenham crescido 3,74% se aferidas em dólares. O nível de utilização da capacidade passou de 61% em abril para 66% em maio deste ano, o maior grau de utilização desde maio de 2015. Quanto ao nível de emprego, novas vagas foram abertas em maio. Pela primeira vez desde março de 2014, a oferta de empregos foi superior à verificada em igual mês do ano anterior.

Faturamento teve aumento tímido

O faturamento nominal do setor de autopeças no segmento da reposição cresceu 0,71% no acumulado de janeiro a maio, sobre igual período de 2016. Esse resultado foi inferior ao considerado até abril, quando a receita havia subido 1,7%. Em maio, especificamente, comparado ao mês anterior, houve aumento de 3,9%: alta de 3,5% para a linha leve e de 5% para a pesada, segundo levantamento feito com empresas associadas ao Sindipeças que fornecem para o mercado de reposição. No Relatório do Mercado de Reposição, além da análise dos números, podem ser consultados também indicadores de consumo de combustível, fluxo em rodovias com pedágio e serviços de transporte.

Déficit na balança de autopeças persiste

De acordo com o MDIC – Ministério de Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior -, os embarques brasileiros de autopeças, para 174 mercados, totalizaram US$ 3,41 bilhões no acumulado de janeiro a junho, com crescimento de 5,9% sobre o registrado em igual período de 2016. As importações, vindas de 141 locais, subiram 10,3% e alcançaram o total de US$ 6,06 bilhões. Com esses resultados, o déficit do País em autopeças aumentou 16,6% no período e chegou a US$ 2,65 bilhões, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços consolidadas pelo Sindipeças. A Argentina ocupa o primeiro lugar na lista de destinos de nossas exportações e os Estados Unidos, o topo no ranking de origem das importações.

Ford pretende lançar mais de 50 novos modelos até 2025

A Ford anunciou uma nova fase na sua estratégia de expansão na China, com o lançamento de mais de 50 veículos novos até 2025 e ampliação da produção local. O plano inclui oito SUVs e pelo menos 15 veículos elétricos da Ford e da Lincoln – dentre eles o primeiro utilitário esportivo compacto global totalmente elétrico da Ford –, além do lançamento de uma linha de veículos elétricos acessíveis pela joint-venture Zotye-Ford, sob uma nova marca.

Até 2019, todos os veículos novos da Ford no mercado chinês estarão conectados à internet. Para apoiar esse crescimento agressivo, a marca está ampliando rapidamente a sua capacidade de engenharia, pesquisa e desenvolvimento na China e também investindo para ter uma estrutura de negócios simplificada. Ao mesmo tempo, continua trabalhando com o Baidu no desenvolvimento de veículos autônomos.

“A China não é só o maior mercado de automóveis do mundo, ela é o coração do crescimento de veículos elétricos e SUVs e do movimento de mobilidade”, disse Bill Ford, presidente do Conselho, durante a visita realizada esta semana à China com Jim Hackett, presidente mundial da Ford. “O progresso que alcançamos na China é apenas o começo. Agora temos a chance de expandir nossa presença no país e oferecer ainda mais para os consumidores, para os nossos parceiros e a sociedade.”

“A Ford quer tornar-se a empresa de mobilidade mais confiável do mundo, projetando veículos inteligentes para um mundo inteligente. Estamos muito empolgados em ver essa visão ganhar vida na China”, acrescentou Hackett.

A expansão dos negócios da Ford no mercado chinês será focada em três áreas: veículos ainda mais inteligentes e conectados, uma relação mais próxima com os clientes chineses e uma estrutura de negócios simplificada. As estratégias para isso incluem conter os custos estruturais, gerar maior eficiência operacional e aumentar em 50% a receita até 2025, comparado a 2017.

Desenvolvimento e serviços

A Ford também trabalha na criação de um ecossistema para facilitar a recarga, o compartilhamento e a manutenção dos veículos elétricos e na expansão da infraestrutura de conectividade para aprimorar as futuras experiências de mobilidade na China.

Para reforçar a capacidade local de desenvolvimento de produtos, a Ford inaugurou no mês passado o Centro de Testes de Nanjing, que conta com cerca de 80 tipos diferentes de superfícies de rodagem, uma pista de 3 km e uma instalação sofisticada de teste de emissões. A marca também abriu este mês as duas primeiras lojas da rede de serviços rápidos Quick Lane na China, com plano de chegar a 100 unidades no próximo ano.

“Para responder ao ritmo rápido de mudanças, estamos oferecendo maior conectividade e trabalhando para melhorar e simplificar a mobilidade para todos”, disse Jim Hackett. “Isso faz parte do nosso compromisso de entregar veículos inteligentes para um mundo inteligente e ajudar as pessoas de todo o mundo a se mover com segurança, confiança e liberdade.”

Os 10 carros mais fáceis de se vender

Ter um carro é mais do que garantir um meio de transporte particular para você e sua família. É um patrimônio. Na hora de fechar um negócio, você avalia a potência, a segurança e os itens de série. Além do preço, claro. E na hora de vender carro? Descubra os 10 carros mais fáceis de se vender.

Pode ser que a sua família aumente e aquele compacto fique apertado para caber a todos, ou você simplesmente queira trocar por um modelo mais moderno e com mais itens de série. Alguns modelos, pela durabilidade, preço e peças, são mais procurados que outros. O seu é um deles?

O mercado de carros usados no Brasil em 2017

Vender carro semi-novo e usado cresceu no último ano. O mercado desse segmento teve alta de 6,5% na comparação com 2016 segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotivos (FENAUTO).

A expectativa para 2018 também é boa. O ano começou com a expectativa de deixar para trás de vez estes tempos de crise econômica no país, graças ao controle da inflação e da taxa de juros.

Isso significa um reaquecimento das indústrias e dos negócios. Portanto, se você está pensando em vender seu carro que está na sua garagem para pegar outro, esse pode ser um bom momento.

Quais os modelos mais procurados na hora de vender carro?

1.Gol (Volkswagen)

Esse não é surpresa para ninguém. No mercado desde 1980, ficou 27 anos sendo o carro mais vendido no país, e apesar de ter perdido o posto em 2014, ainda cai no gosto do brasileiro. Sua alta procura, mostra a confiabilidade no produto e faz com que a busca por peças de reposição no mercado se torne bem mais fácil.

2. Uno (Fiat)

Outro queridinho dos brasileiros e muito fácil de ser encontrado. Além de ser um carro confiável e durável, o baixo preço de um 0km conquistou os consumidores. Muitas empresas inclusive preferem este modelo pelo baixo preço de manutenção.

3. Palio (Fiat)

Quando o Gol perdeu o longo reinado de carro mais vendido em 2014 foi justamente para o Palio. Ele também tem baixo preço de manutenção, mas ganha do Uno no design e do Gol em itens de série, como ar e direção hidráulica.

4. Corsa (Chevrolet)

Quando foi lançado em 94 modernizou a categoria dos ditos “populares”. Não mudou muito ao longo dos anos, mas ainda cabe nessa lista devido à alta procura e baixo custo de manutenção.

5. Celta (Chevrolet)

É bem semelhante ao Corsa, mas com um design diferente que agrada a uma grande parcela dos consumidores. Também se destaca quando o assunto é confiabilidade.

6. Corsa Sedan (Chevrolet)

Não são apenas os modelos populares que possuem bom preço de revenda. A versão Sedan do Corsa traz as mesmas características que fazem a versão popular estar nessa lista. Agrada àqueles que possuem uma família maior e precisam de mais espaço, inclusive no porta-malas.

7. Fiesta (Ford)

A grande vantagem aqui é o seu custo-benefício. Apesar de ser mais caro que o Corsa, por exemplo, ele possui mais itens de série que o concorrente e um espaço interno mais bem aproveitado.

8. Fox (Volkswagen)

O Fox traz algumas opções interessantes como a presença de diversos porta-objetos e banco com regulagem de altura. Poderia estar em uma posição melhor nessa lista se não fosse pelo alto preço comparado aos demais populares.

9. Siena (Fiat)

Outro Sedan na lista para aqueles que precisam de mais espaço. Ele supera o seu concorrente Corsa no design e é um carro mais completo, com itens como trava elétrica e rodas de liga leve. Justamente por isso é um pouco mais caro e está apenas em 9º lugar.

10. Ka (Ford)

O Ka fica em último nessa lista mesmo sendo mais barato que outros concorrentes acima, econômico e fácil de dirigir. Isso porque possui um espaço interno e porta-malas bem menor que outros da mesma faixa de preço, e sua versão antiga apenas em 2 portas pode atrapalhar o negócio. Ainda assim não é difícil vender este carro, sobretudo para quem faz uso constante.

Nissan anuncia novo SUV sobre chassi, peça-chave para metas do plano de médio prazo da empresa

O inédito SUV sobre chassi Nissan Terra será o primeiro veículo da divisão de comerciais leves (LCV) da Nissan a ser lançado dentro do plano de médio prazo da empresa, o “Nissan M.O.V.E 2022”, quando o veículo chegar ao mercado chinês nos próximos meses.

A unidade LCV, composta por SUVs sobre chassi, picapes, vans e caminhões leves, é vista como peça fundamental para que a Nissan alcançar os objetivos do seu plano de médio prazo. Um em cada seis veículos Nissan vendidos globalmente é um veículo sobre chassi ou um comercial leve e a empresa está focada em potencializar esta divisão. Os objetivos dessa unidade de negócios no plano “Nissan M.O.V.E 2022” incluem aumentar as vendas em mais de 40% nos próximos quatro anos e se tornar um líder global em picapes e SUVs baseados em chassi.

“Estou muito satisfeito em anunciar que o novo Nissan Terra chegará em breve à China. Este SUV resistente é prático, autêntico e projetado para ir a qualquer lugar”, disse Ashwani Gupta, vice-presidente sênior de LCV. “O Nissan Terra começa a ser vendido nos próximos meses, primeiro na China, com outros mercados asiáticos logo a seguir”.

“O negócio da LCV da Nissan está em constante crescimento e, com nosso ambicioso plano de médio prazo e com a crescente linha de produtos, estamos confiantes de que essa trajetória se manterá. É um momento importante para a Nissan. Nós temos o Nissan Terra chegando em breve, a premiada Nissan Frontier/Navara está agora em 133 mercados em todo o mundo e mais pessoas estão comprando nossos veículos comerciais em todo o mundo”.

Em 2017, as vendas de LCV da Nissan somaram 907.929 veículos, aproximadamente um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Mais informações sobre o Nissan Terra estarão disponíveis em abril.

Hyundai New iX35 Flex vem agora com nova central multimídia

Com mais de 50 mil unidades produzidas, o Hyundai New iX35 Flex vem agora com nova central multimídia nas versões GL e GLS e segundo a marca, reforça sua longevidade no Brasil.

A nova central multimídia conta com tela touchscreen de 7” em LCD TFT e utiliza a tecnologia Bluetoth® para fazer ou responder chamadas, enviar mensagens por comando de voz, checar agenda e muito mais, além de ser compatível com aplicativos como Google Android Auto®, Apple CarPlay® eOnCar®, permitindo a reprodução do conteúdo de smartphones Android® e iOS® diretamente na tela touchscreen do Hyundai iX35.

A nova central ainda oferece compatibilidade com iPod, abertura de áudio ou vídeo pela porta USB, sistema wi-fi para utilização do OnCar®, entrada auxiliar, rádio AM/FM e função câmera de ré.

O Google Android Auto permite o acesso a mapas (Google Maps e Waze), além de auxiliar a realização de chamadas telefônicas, permitir a reprodução de músicas, entre outras funções, por meio da conexão de um telefone Android compatível com a unidade.

O Apple CarPlay integra os aplicativos do iPhone do usuário do veículo com a Central Multimídia, permitindo o acesso de aplicativos ou mesmo ao seu smartphone, facilitando a realização de chamadas, envio e recebimento de mensagens e músicas baixadas no dispositivo.

O aplicativo gratuito OnCar®, com interface moderna e intuitiva, oferece duas vias de controle espelhadas para dispositivos Android, que é compatível com ações de toque e de áudio por meio do hotspot móvel, permitindo o uso de aplicativos compatíveis na tela de 7 polegadas da central multimídia, sem o uso de fios. O conteúdo do celular passa a ser controlado na tela touchscreen do Hyundai iX35.

Segundo a Hyundai, de janeiro a agosto de 2017, foram comercializadas 6.675 unidades do Hyundai New iX35, mantendo o modelo entre os SUVs Premium mais vendidos do segmento. Desde o início de sua produção na planta da CAOA Montadora, em Anápolis (GO), saíram das linhas produtivas mais de 51 mil unidades do SUV Premium da Hyundai.

Para Marcello Braga, Diretor de marketing da CAOA, o sucesso de vendas do Hyundai iX35 e suas renovações constantes o credenciam para muitos anos de produção no Brasil. “O carro é sucesso de vendas e continua muito jovial e atraente. A produção do iX35 em Anápolis é tão estruturada que temos certeza que, no mínimo, em quatro ou cinco anos ainda teremos um carro totalmente atualizado e em produção”, garante o executivo.

O iX35 Flex é equipado com motor 2.0 Flex de 16 válvulas que gera até 167 cv  quando abastecido com etanol. O veículo possui ainda câmbio automático de seis marchas com possibilidade de trocas sequenciais.

No início deste ano, a versão GL do utilitário esportivo Hyundai New iX35 Flex passou a ser equipada com controles de Estabilidade (ESP)  e de Tração (TCS), assim como a versão GLS já era, oferecendo mais segurança e conforto para os ocupantes do veículo, além de contar com um pacote tecnológico que proporcionou significativo ganho no índice de eficiência energética, incluindo: tecnologia de desligamento automático do motor – sistema Start/Stop, TMPS (Tire Pressure Monitoring System) sistema de monitoramento da pressão nos pneus, além de pneus de baixa resistência à rolagem.

Poucos meses antes, as versões GL e GLS estreiam duas novas tecnologias: os sistemas Start/Stop e TMPS (Tire Pressure Monitoring System) para monitoramento da pressão nos pneus. Além das novas tecnologias, o modelo passa a contar com pneus de baixa resistência à rolagem.

Toyota investirá R$ 1 bi para produzir novo modelo no Brasil

Fabricação do novo modelo de veículo terá início no segundo semestre de 2018 e vai gerar 500 novos empregos.
Porto Feliz, São Paulo – A Toyota anunciou nesta segunda-feira, 25, investimento de R$ 1 bilhão na fábrica do grupo em Sorocaba, interior de São Paulo, para a produção do Yaris, modelo de médio porte que vai se posicionar entre o compacto Etios e o sedã Corolla.

A fabricação terá início no segundo semestre de 2018 e vai gerar 500 novos empregos, 200 dos quais pelos fornecedores de componentes que atuam ao redor da planta fabril.

Esse é o segundo anúncio de investimento da marca japonesa em menos de um ano. O anterior foi de R$ 600 milhões, para a ampliação da capacidade produtiva da fábrica de motores em Porto Feliz (SP), de 108 mil para 174 mil unidades ao ano, a partir de 2019. Desde 2012, o grupo investiu R$ 4,2 bilhões no País. Fabricação com o poder da IBM: Com Watson IoT, engenheiros usam milhões de sensores para prever erros e manter qualquer coisa funcionando Patrocinado 

O anúncio foi feito na fábrica de Porto Feliz – inaugurada em maio do ano passado -, em cerimônia que marcou o início das obras de ampliação da linha, que exigirá um novo prédio. Participaram do evento, entre outros, o governador Gerado Alckmin e o secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Igor Calvet.

“A fábrica de motores, inaugurada no ano passado, é a mais moderna do grupo no mundo”, diz o presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang. Ele ressalta que, além dos novos aportes, a empresa “não demitiu nenhum funcionário durante o período de retração do mercado”. O grupo emprega atualmente 5.850 trabalhadores em quatro unidades.

As fábricas de Indaiatuba, onde é produzido o Corolla, a de Sorocaba, que hoje faz apenas o Etios, e a de motores operam com capacidade plena, em dois turnos, informa Chang, que assumiu o posto no início deste ano. “Dependendo da recuperação do mercado, vamos avaliar se precisaremos de um terceiro turno”.

O Yaris é produzido na China, em Taiwan, na Tailândia e na França. No Brasil será desenvolvida uma nova geração do modelo que ainda será lançada globalmente.

Terá versões hatch e sedã e terá entre seus principais concorrentes o novo Polo (lançado oficialmente ontem) e o Virtus (que chegará ao mercado no início de 2018), ambos da Volkswagen, e o Argo, lançamento recente da Fiat.

Novo programa

Chang citou ainda as perspectivas com o Rota 2030, novo programa automotivo que substituirá o Inovar-Auto. “Tenho certeza de que será ainda mais importante para a indústria brasileira, pois trará diretrizes relevantes para o setor focadas em tecnologia e eficiência energética, permitindo maior competitividade dos nossos produtos.”

Apesar de o novo programa favorecer modelos menos poluentes, como o híbrido Prius, Chang afirma que a produção desse modelo ainda não está prevista para o Brasil, embora há estudos de sua viabilidade.

“Se pudéssemos utilizar ferramental usado, ou mesmo robôs usados, talvez fosse viável”, afirma o presidente do grupo para América Latina e Caribe, Steve St. Angelo. “Como o volume de produção inicialmente seria baixo, não é possível investir agora em novos equipamentos para todo o processo produtivo.”

De janeiro a agosto a Toyota vendeu no mercado brasileiro 123 mil veículos, 3% a mais que em igual período do ano passado.

O mercado total de automóveis e comerciais leves cresceu 5,9% no período, para 1,382 milhão de unidades.

A participação da marca nas vendas saltou de 3,1% em 2012 para 8,6% neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

GM APRESENTARÁ DOIS NOVOS VEÍCULOS TOTALMENTE ELÉTRICOS

Nos próximos 18 meses, a GM apresentará dois novos veículos totalmente elétricos, baseados no aprendizado com o Chevrolet Bolt EV. Eles serão os primeiros de pelo menos 20 novos veículos totalmente elétricos que serão lançados até 2023.

“A General Motors acredita em um futuro totalmente elétrico”, disse Mark Reuss, vice-presidente executivo de Desenvolvimento de Produto, Compras e Cadeia de Fornecedores da General Motors. “Embora esse futuro não aconteça imediatamente, a GM está empenhada em promover um maior uso e aceitação de veículos elétricos através de soluções que atendam às necessidades de nossos clientes”.

Segundo a marca, dadas as diversas necessidades dos clientes, chegar a um futuro de zero emissões exigirá mais do que apenas tecnologia de bateria elétrica. Exigirá uma abordagem em duas vertentes para a eletrificação: bateria elétrica e célula elétrica de combustível hidrogênio, dependendo das necessidades de cada um.

A GM também apresentou o SURUS – SilentUtility Rover Universal Superstructure – um veículo conceito com quatro rodas movidas a célula de combustível em uma carroceria de caminhão pesado, conduzido por dois motores elétricos. Com sua capacidade e arquitetura flexível, SURUS poderia ser usado como um veículo de entrega, caminhão ou mesmo uma ambulância – tudo com zero emissões.

GM e suas subsidiárias e joint ventures produzem e vendem veículos com as marcas Chevrolet, Cadillac, Baojun, Buick, GMC, Holden, Jiefang e Wuling. De acordo com a empresa, a GM é líder em vários dos principais mercados automotivos globais e tem compromisso em liderar o futuro da mobilidade pessoal. Mais informações sobre a companhia e suas subsidiárias, incluindo OnStarpodem ser encontradas em no site www.chevrolet.com

Em 2017, as operações na Argentina e Brasil foram integradas na GM Mercosul. No ano de 2016 a Chevrolet vendeu nos dois mercados 445.616 mil veículos, sendo 345.916 mil no Brasil e 99.700 mil na Argentina. A GM Mercosul tem quatro Complexos Industriais que produzem veículos, motores e componentes em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Gravataí, no Brasil e em Rosário, na Argentina. Conta ainda com unidades em Joinville (produção de motores e cabeçotes de alumínio), Mogi das Cruzes (produção de componentes estampados) e Indaiatuba (Campo de Provas), Centros Tecnológicos em São Caetano do Sul e Rosário e Centros Logísticos em Sorocaba e General Rodriguez, em Argentina.